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Universal domain rules discover skill

Skill ghenriquec/universal-domain-rules-discover-skill

Descoberta universal e rastreável de regras de domínio para agentes de IA.From its SKILL.md

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SKILL.md

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Universal Domain Rules Discovery

0. Contrato universal

Este arquivo é o protocolo canônico. Qualquer agente é considerado compatível quando consegue:

  1. ler estas instruções;
  2. inspecionar ao menos uma fonte de evidência;
  3. produzir arquivos Markdown e JSON;
  4. declarar limitações quando uma capacidade não estiver disponível.

A skill não depende de marca, modelo, SDK, IDE, MCP, sistema operacional ou provedor. Termos como “ler”, “buscar”, “executar” e “observar” representam capacidades abstratas. O agente deve usar suas ferramentas equivalentes.

0.1 Regra de portabilidade

Quando uma ferramenta citada não existir, o agente deve:

  1. usar a capacidade equivalente disponível;
  2. registrar a limitação em domain-gaps.md;
  3. reduzir a confiança das conclusões afetadas;
  4. nunca fingir que executou uma verificação.

0.2 Regra de não alteração

A execução é somente leitura. O agente não deve corrigir bugs, alterar código, migrations, testes, infraestrutura, dados, configurações ou documentação do produto. A única escrita permitida é a criação dos artefatos em domain-discovery/.

0.3 Resultado esperado

A skill entrega conhecimento verificável para QA. Ela não declara que a aplicação está correta e não substitui validação humana de negócio, jurídica ou regulatória.

1. Missão

Analisar profundamente uma aplicação para descobrir as regras específicas que determinam como o sistema deve funcionar e convertê-las em um contrato estruturado para agentes de QA.

Descobrir:

  • o que pode ser feito;
  • quem pode fazer;
  • em quais condições;
  • quais dados são necessários;
  • quais estados e transições existem;
  • quais cálculos, limites e exceções existem;
  • quais efeitos colaterais devem ocorrer;
  • quais regras são ambíguas, conflitantes, obsoletas ou não implementadas;
  • quais riscos são particulares do domínio.

2. Invariantes obrigatórios

Todo agente deve respeitar estas regras:

  1. Não inventar regras. Toda regra precisa de fonte ou deve ser marcada como hipótese.
  2. Separar fato de inferência. Nunca misturar comportamento observado com intenção presumida.
  3. Manter rastreabilidade. Regra, fonte, módulo, entidade, ator, operação, risco e cenário de QA devem estar relacionados.
  4. Expor conflitos. Fontes divergentes nunca podem ser conciliadas silenciosamente.
  5. Preservar evidência. Registrar caminho, símbolo, endpoint, tabela, tela, ticket, teste ou declaração humana.
  6. Declarar limitações. Capacidade ausente reduz confiança e cobertura.
  7. Não prometer 100%. Cobertura só pode ser calculada sobre o universo mapeado.
  8. Não corrigir. Esta skill diagnostica e documenta; não implementa correções.
  9. Não executar ações destrutivas. Produção e dados reais não podem ser alterados.
  10. Não tratar ausência de documentação como ausência de regra. Registrar como lacuna.

3. Estados de uma regra

Use exatamente um dos seguintes valores:

  • confirmed
  • partially_confirmed
  • inferred
  • ambiguous
  • conflicting
  • undocumented
  • obsolete
  • not_implemented

Confiança:

  • high: duas ou mais evidências independentes e coerentes, ou uma fonte autoritativa validada pelo comportamento;
  • medium: uma evidência direta ou múltiplas evidências indiretas coerentes;
  • low: inferência, fonte antiga, observação incompleta ou conflito não resolvido.

Risco:

  • critical: segurança, privacidade, integridade financeira, saúde, obrigação legal ou perda grave de dados;
  • high: bloqueia fluxo principal ou permite ação indevida relevante;
  • medium: degrada fluxo secundário, consistência ou operação;
  • low: impacto limitado, cosmético ou de baixa frequência.

4. Entradas aceitas

Analise tudo o que estiver autorizado e disponível:

4.1 Repositório

README, documentação, código, rotas, controllers, services, use cases, entities, schemas, validators, migrations, seeds, middlewares, guards, policies, testes, mocks, feature flags, variáveis de ambiente, configurações, pipelines e contratos de API.

4.2 Produto

Histórias de usuário, critérios de aceite, protótipos, manuais, fluxogramas, documentos funcionais, tickets, issues, pull requests, decisões técnicas e atas.

4.3 Aplicação executável

Telas, formulários, mensagens, menus, estados, fluxos, permissões, respostas de API, persistência, logs e efeitos observáveis.

4.4 Conhecimento humano

Declarações de Product Owner, especialista de domínio, desenvolvimento, suporte, QA, jurídico, financeiro ou segurança. Registre autor, papel, data e contexto quando fornecidos.

5. Ordem obrigatória de execução

Execute as fases nesta ordem. Uma fase pode ser revisitada, mas não omitida silenciosamente.

Fase 0 — Preparação

  1. Identifique nome, versão, branch e commit quando disponíveis.
  2. Defina o modo: full, incremental, module, review ou qa-handoff.
  3. Liste capacidades disponíveis e indisponíveis.
  4. Crie domain-discovery/sources/source-index.md.
  5. Registre escopo, exclusões e data da análise.

Fase 1 — Inventário técnico e funcional

Mapeie módulos, entradas, interfaces, APIs, jobs, integrações, bancos, filas, armazenamento, atores e pontos de autorização.

Fase 2 — Atores, entidades e operações

Gere inventários de:

  • atores e seus papéis;
  • entidades e dados críticos;
  • operações possíveis;
  • dados sensíveis;
  • relações de ownership e tenant.

Fase 3 — Estados e transições

Para toda entidade com ciclo de vida:

  1. liste estados encontrados;
  2. identifique estado inicial e estados finais;
  3. mapeie ações de transição;
  4. identifique ator e condições;
  5. registre efeitos colaterais;
  6. procure transições impossíveis, órfãs ou não protegidas.

Fase 4 — Descoberta de regras

Procure sistematicamente por regras de:

  • acesso e autorização;
  • ownership e multi-tenancy;
  • estado;
  • tempo e timezone;
  • finanças;
  • capacidade e quotas;
  • validação;
  • dependência;
  • automação;
  • auditoria;
  • retenção e privacidade;
  • integrações;
  • IA e aprovação humana;
  • concorrência e idempotência;
  • importação e exportação;
  • exclusão, restauração e anonimização.

Fase 5 — Cálculos e limites

Para cada cálculo, registre fórmula, entradas, unidade, moeda, precisão, arredondamento, limites, exceções e local da implementação.

Fase 6 — Comparação entre camadas

Compare a mesma regra nas seguintes camadas quando existirem:

  1. requisito/documentação;
  2. interface;
  3. API;
  4. service/use case;
  5. banco;
  6. teste;
  7. job/integração;
  8. comportamento observado.

Fase 7 — Conflitos e lacunas

Registre divergências e ausências. Não escolha uma fonte como correta sem evidência de autoridade.

Fase 8 — Risco e confiança

Classifique cada regra por impacto, probabilidade qualitativa, detectabilidade e confiança da descoberta.

Fase 9 — Cenários de QA

Transforme cada regra em cenários positivos, negativos, limites, exceções, manipulação direta, concorrência e falhas de integração conforme aplicável.

Fase 10 — Validação e encerramento

  1. valide os JSONs contra os schemas;
  2. verifique IDs únicos;
  3. verifique referências entre regras e cenários;
  4. confirme que toda regra possui fonte;
  5. confirme que toda regra crítica possui cenário;
  6. calcule cobertura do universo mapeado;
  7. liste tudo que não pôde ser verificado;
  8. finalize sem modificar a aplicação.

6. Heurísticas universais de descoberta

O agente deve buscar padrões sem depender de linguagem específica.

6.1 Evidência de autorização

Procure por guards, policies, roles, scopes, ownership checks, tenant IDs, filtros por usuário, middleware, decorators, ACL, RBAC, ABAC e verificações manuais.

6.2 Evidência de estado

Procure enums, constantes, colunas de status, máquinas de estado, condicionais, comandos de transição, eventos e mensagens de UI.

6.3 Evidência de limite

Procure max, min, limit, quota, count, size, capacity, comparações numéricas, configurações de plano e mensagens de bloqueio.

6.4 Evidência temporal

Procure datas de início/fim, TTL, expiração, renovação, carência, timezone, cron, scheduler, retry e retenção.

6.5 Evidência financeira

Procure money types, decimal, currency, preço, desconto, taxa, imposto, juros, parcelas, refund, invoice, ledger e arredondamento.

6.6 Evidência de idempotência e concorrência

Procure idempotency keys, unique constraints, locks, transações, versionamento, retries, deduplicação e filas.

6.7 Evidência de efeito colateral

Procure eventos, notificações, e-mails, webhooks, logs, auditoria, arquivos, filas, cache e integrações externas.

7. Estrutura canônica de uma regra

id: BR-001
name: Limite de pacientes por plano
module: Subscriptions
entity: Subscription
type: capacity
description: O terapeuta não pode criar novos pacientes ao atingir o limite do plano.
actors: [therapist]
preconditions:
  - subscription status is active or trialing
trigger:
  action: create_patient
conditions:
  - current_patient_count < plan.patient_limit
expected_behavior:
  allowed: create patient
  blocked: reject operation and return a domain message
side_effects:
  - register denied attempt in audit log
exceptions:
  - unlimited plan
sources:
  - id: SRC-001
    type: code
    location: src/services/patient-service.ts
    reference: checkPatientLimit
status: confirmed
confidence: high
risk: high
qa_scenarios: [QA-BR-001-01]

8. Fontes e precedência

Não existe precedência universal automática. Registre a autoridade aparente de cada fonte:

  • authoritative: contrato legal, requisito aprovado, decisão formal vigente;
  • implementation: comportamento implementado;
  • verification: teste ou comportamento observado;
  • informative: comentário, README, mensagem ou hipótese.

Quando fontes autoritativas e implementação divergirem, a regra deve ser conflicting ou not_implemented, nunca “confirmada”.

9. Matrizes obrigatórias

9.1 Regras

IDMóduloRegraTipoAtorPré-condiçãoAçãoResultado esperadoExceçãoFonteStatusConfiançaRisco

9.2 Estados

EntidadeEstado atualAçãoPróximo estadoPermitidoAtorCondiçãoEfeito colateralFonte

9.3 Permissões

RecursoOperaçãoAtorUI protegidaAPI protegidaServiço protegidoBanco restringeCondiçõesFonte

9.4 Cálculos

IDNomeFórmulaEntradasPrecisãoArredondamentoLimitesExceçõesFonte

9.5 Conflitos

IDRegraFonte AComportamento AFonte BComportamento BImplementação atualImpactoDecisão necessária

9.6 Lacunas

IDLacunaMóduloRiscoEvidênciaInformação ausenteImpacto no QA

9.7 Rastreabilidade

RegraFontesCódigoEndpoint/UIBancoTestes existentesCenários QARisco

10. Cenários de QA por regra

Para cada regra aplicável, gere:

  1. cenário positivo;
  2. cenário negativo;
  3. imediatamente abaixo do limite;
  4. exatamente no limite;
  5. imediatamente acima do limite;
  6. exceções conhecidas;
  7. chamada direta à API;
  8. alteração de identificador, ator ou tenant;
  9. repetição da operação;
  10. concorrência;
  11. falha de dependência externa;
  12. estado inicial, resposta, persistência, estado final e efeitos colaterais.

Não gere cenários irrelevantes apenas para aumentar quantidade. Use not_applicable_reason quando necessário.

11. Artefatos obrigatórios

Produza exatamente esta estrutura:

domain-discovery/
├── domain-overview.md
├── domain-rules.json
├── business-rules-matrix.md
├── state-transition-matrix.md
├── permission-matrix.md
├── calculation-rules.md
├── domain-conflicts.md
├── domain-gaps.md
├── domain-risks.md
├── qa-domain-scenarios.json
├── traceability-matrix.md
└── sources/
    └── source-index.md

Use os arquivos em templates/ como base. Os JSONs devem obedecer aos schemas em schemas/.

12. Critérios de parada

A execução pode ser encerrada quando:

  • todos os módulos dentro do escopo foram inventariados;
  • atores e entidades principais foram mapeados;
  • estados encontrados foram documentados;
  • regras possuem ao menos uma fonte;
  • conflitos e lacunas foram registrados;
  • regras críticas possuem cenários de QA;
  • JSONs foram validados;
  • limitações foram explicitadas.

A execução deve ser marcada como incomplete quando uma fonte essencial não está acessível ou quando um módulo crítico não pôde ser analisado.

13. Métricas

Calcule:

mapped_rule_coverage = tested_mapped_rules / mapped_rules * 100
critical_rule_coverage = tested_critical_mapped_rules / critical_mapped_rules * 100
domain_scenario_coverage = executed_domain_scenarios / mapped_domain_scenarios * 100
traceability_coverage = rules_with_complete_traceability / mapped_rules * 100

Nunca apresente essas métricas como cobertura das regras reais desconhecidas. Nomeie-as como cobertura do universo mapeado.

14. Handoff para QA

A skill de QA consumidora deve:

  1. importar regras confirmadas e parcialmente confirmadas;
  2. priorizar risco crítico e alto;
  3. testar conflitos como hipóteses concorrentes;
  4. registrar lacunas como risco não avaliado;
  5. relacionar cada defeito a uma regra, cenário e fonte;
  6. indicar regras não testadas;
  7. impedir recomendação de produção quando regra crítica mapeada não foi testada, salvo aceite explícito de risco.

15. Formato da resposta final do agente

Ao concluir, responder apenas com:

  • status: complete, partial ou incomplete;
  • caminho dos artefatos;
  • total de regras por status e risco;
  • conflitos e lacunas críticos;
  • cobertura do universo mapeado;
  • limitações relevantes;
  • resultado da validação dos schemas.

Não incluir correções de código.

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