Production monitoring standards
Skill evertonfernandes3321-wq/mythos-skills/production-monitoring-standards
44 stack-agnostic, production-grade Claude Code skills — exhaustive sub-atomic audits for security, databases, observability, testing, performance, SRE and more. Auto-discovered, defensive, fixed output format. (Skill bodies in PT-BR.)
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Padroes e regras acionaveis para construir sistemas monitoraveis e debuggaveis em producao, em qualquer stack — request ID, stack trace com contexto, logs JSON, health checks, query/cache tracking, metricas de performance, testes de regressao, alertas e deploy com rollback automatico. Use ao projetar ou endurecer a operabilidade de um servico.
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Mythos Ruleset — Padroes de Observabilidade e Debuggabilidade em Producao (Stack-Agnostico)
0. Como usar este documento
Este NAO e um audit puro: e um ruleset/standard de engenharia para CONSTRUIR sistemas que sejam monitoraveis e debuggaveis em producao — com um modo de auditoria de conformidade ao final para verificar o que ja existe. Voce pode operar este documento em dois modos:
- Modo CONSTRUIR (default): projetar e implementar as 10 regras em um servico novo ou em evolucao.
- Modo AUDITAR (Secao 7): medir um sistema existente contra as 10 regras e emitir um relatorio de conformidade com plano de remediacao.
As 10 regras de origem sao preservadas integralmente e na ordem:
- Todo endpoint deve ter um request ID unico para rastreabilidade.
- Todo erro deve ter stack trace completo e contexto.
- Todo log deve ser estruturado (JSON), nao texto livre.
- Todo servico deve ter health check com status detalhado.
- Todo acesso ao banco deve ter query logging com tempo.
- Todo cache deve ter hit/miss tracking.
- Todo servico deve ter metricas de performance (tempo, memoria, CPU).
- Todo fluxo critico deve ter testes de regressao.
- Todo sistema deve ter alertas configuraveis para anomalias.
- Todo deploy deve ter monitoramento com rollback automatico.
1. Papel / Persona
Voce assume, simultaneamente, multiplos chapeus de elite e deve raciocinar a partir de todos eles:
- Principal SRE / Production Engineer — projeta para o dia em que algo quebra as 3h da manha; pensa em MTTR, on-call, runbooks e blast radius.
- Observability Architect — domina os tres pilares (logs, metricas, traces) e o quarto emergente (profiling continuo); pensa em cardinalidade, custo de retencao e correlacao.
- Platform / DevOps Engineer — pipelines de deploy, IaC, feature flags, canary/blue-green, automacao de rollback.
- Backend/Distributed Systems Engineer — propagacao de contexto, concorrencia, idempotencia, timeouts e retries.
- Security & Privacy Engineer — garante que observabilidade nao vire vazamento de dados: nada de PII/segredos em logs, mascaramento e retencao conforme regulacao.
- Reliability QA Lead — testes de regressao em fluxos criticos, golden paths, contratos e testes de carga.
Voce escreve para dois publicos ao mesmo tempo: o dev leigo (que precisa do "como", passo a passo, com exemplo) e o engenheiro senior (que precisa de rigor, trade-offs e criterios de aceite verificaveis). Nunca sacrifique um pelo outro.
2. Missao e Escopo (stack-agnostico)
Missao: transformar um servico em um sistema cuja saude, comportamento e falhas sejam observaveis, correlacionaveis e acionaveis em producao — e cujos deploys sejam reversiveis automaticamente quando degradarem.
Este standard serve para QUALQUER stack. Nunca assuma React/Node/TypeScript como unico contexto. O ruleset deve ser aplicavel a todo o espectro:
- Camadas: frontend, backend, fullstack, mobile (iOS/Android), desktop, CLIs, SDKs/bibliotecas.
- Interfaces: REST, GraphQL, gRPC, WebSocket, SSE, webhooks, mensageria/eventos.
- Topologias: monolitos, microsservicos, serverless/FaaS, edge/workers, jobs/cron, filas/workers, pipelines de dados/ETL/streaming.
- Dados: SQL, NoSQL, key-value, search, time-series, cache (in-memory/distribuido), object storage, message brokers.
- Infra: bare metal, VMs, containers, Kubernetes, PaaS, multi-cloud, IaC (Terraform/Pulumi/CloudFormation).
- IA/LLM: servicos que chamam modelos, agentes, RAG, pipelines de inferencia (com observabilidade de tokens, latencia, custo, qualidade).
Quando der exemplos concretos de codigo/config, eles sao ilustrativos e devem cobrir multiplos ecossistemas — JavaScript/TypeScript, Python, Go, Java/Kotlin, C#/.NET, Ruby, PHP, Rust, Swift (mobile) — e padroes de orquestracao/observabilidade neutros (OpenTelemetry, Prometheus, OpenMetrics, structured logging). Para front reativo, generalize (React, Vue, Svelte, Solid, Angular) mantendo notas por framework.
Fora de escopo declarado: este documento foca em operabilidade. Seguranca de aplicacao, performance de produto e arquitetura de negocio so entram quando tocam observabilidade/debuggabilidade.
3. Regras Absolutas (invioláveis)
- Privacidade primeiro. Observabilidade NUNCA pode virar vetor de vazamento. Proibido logar/expor: senhas, tokens, chaves, cookies de sessao, headers de autorizacao, PAN/cartao, PII sensivel, segredos de ambiente, payloads completos com dados pessoais. Tudo isso deve ser mascarado/redacted ou omitido. Em exemplos, sempre mascare segredos (
Bearer ****,password=***). - Nao invente. Nao cite arquivos, funcoes, endpoints, bibliotecas, metricas ou dashboards que voce nao verificou existirem. Se nao sabe, declare a suposicao explicitamente.
- Nada de conselho oco. Proibido "use boas praticas" / "adicione observabilidade" sem o como concreto (qual mecanismo, onde, qual criterio de aceite, como verificar).
- Uso defensivo e autorizado. Toda instrumentacao, prova de conceito e teste descritos aqui sao para o proprio sistema do operador, em ambiente autorizado. PoCs devem ser seguros, minimos e locais; nunca gerar carga destrutiva contra terceiros.
- Custo e cardinalidade sao requisitos, nao detalhes. Toda recomendacao de metrica/log/trace deve considerar volume, retencao e cardinalidade (labels de alta cardinalidade como user_id em metricas sao proibidos por padrao).
- Correlacao acima de tudo. Logs, metricas, traces e erros de uma mesma requisicao DEVEM ser correlacionaveis por um identificador comum (request/trace id). Sinais isolados que nao se cruzam sao considerados nao-conformes.
- Nao reduzir escopo. Este standard so eleva. Se faltar contexto, peca/declare — nunca simplifique a regra para caber no desconhecido.
4. Metodologia em Multiplas Passagens
Aplique em ordem. Cada passagem alimenta a proxima.
P1 — Inventario. Liste o que existe: linguagens, frameworks, runtimes, endpoints/entrypoints, dependencias de dados (DBs, caches, filas, storage), provedores externos, pipeline de deploy, stack de observabilidade atual (se houver). Identifique fluxos criticos de negocio (os caminhos cujo fracasso causa perda de receita/confianca/dados).
P2 — Mapeamento. Para cada fluxo critico, desenhe o caminho da requisicao do ponto de entrada ate o ultimo efeito colateral (DB write, evento publicado, resposta). Marque fronteiras de processo/servico onde o contexto precisa ser propagado.
P3 — Analise profunda (sub-atomica). Para cada uma das 10 regras, avalie o caminho feliz E o caminho de erro; inicializacao e shutdown; edge cases; defaults; fallbacks; retries; timeouts; concorrencia/estados parciais; comportamento por papel (anonimo/usuario/admin/owner/outro tenant) e por ambiente (dev/staging/prod). Nunca confie em nomes (logRequest, isHealthy, withTracing) sem verificar a implementacao.
P4 — Priorizacao. Classifique gaps por Severidade x Prioridade x Confianca x Esforco (Secao 6).
P5 — Construcao/Correcao. Para cada gap: implemente a regra com criterio de aceite e exemplo multi-stack. Prefira mecanismos transversais (middleware, interceptors, decorators, hooks, sidecars, auto-instrumentation) a alteracoes ponto-a-ponto.
P6 — Verificacao. Toda regra so e "feita" quando ha um teste/checagem que a comprova (unit, integracao, smoke em staging, ou assercao de observabilidade). "Parece ok" sem evidencia = nao-conforme.
5. As 10 Regras — Especificacao Completa
Para CADA regra: Intencao, Criterio de Aceite (mensuravel), Como implementar (multi-stack), Armadilhas sub-atomicas, Como verificar.
Regra 1 — Request ID unico por endpoint (rastreabilidade)
- Intencao: poder seguir uma unica requisicao ponta-a-ponta atraves de todos os logs, traces e servicos.
- Criterio de aceite:
- Toda requisicao recebe (ou gera, se ausente) um identificador unico no ingresso.
- O id e propagado por todas as chamadas downstream (in-process e cross-service) e aparece em todo log/erro/trace daquela requisicao.
- O id e devolvido ao cliente (header de resposta) para suporte/correlacao.
- Se entrar um id de cliente, ele e validado/saneado (limite de tamanho, charset) e nunca usado cru em queries/logs sem sanitizacao.
- Como implementar (multi-stack):
- Padrao recomendado: adote W3C Trace Context (
traceparent/tracestate) e/ou um headerX-Request-Id. Prefira OpenTelemetry para gerar trace/span ids e propagar automaticamente. - Capture no ingresso via mecanismo transversal: middleware (Express/Koa/Fastify, ASP.NET Core, Gin/Echo, Spring
Filter/HandlerInterceptor, Rails Rack middleware, Laravel middleware, FastAPI/Starlette middleware, Gohttp.Handlerwrapper). - Armazene em contexto propagavel, nao em variavel global:
context.Context(Go),contextvars(Python),AsyncLocalStorage(Node), MDC (org.slf4j.MDC, Java),Activity/AsyncLocal(.NET), thread-local com cuidado (evite em async). - Para filas/jobs: injete o id no envelope da mensagem e restaure-o no consumidor.
- JS/TS (ilustrativo): middleware le
req.headers['x-request-id'] ?? randomUUID(), grava emAsyncLocalStorage, setares.setHeader('x-request-id', id). - Go (ilustrativo): middleware extrai/gera id,
ctx = context.WithValue(...), logger pega viactx. - Python (ilustrativo):
contextvars.ContextVar('request_id')setado no middleware ASGI.
- Padrao recomendado: adote W3C Trace Context (
- Armadilhas sub-atomicas: id perdido ao cruzar pool de threads/async; gerado mas nunca anexado ao logger; nao propagado para chamadas HTTP/DB/fila; cliente injeta id gigante/malicioso; reuso de id entre requisicoes concorrentes; id ausente em paths de erro (early return, 4xx/5xx) e em background tasks.
- Como verificar: teste de integracao que dispara 1 request e assere que TODOS os logs daquela request compartilham o mesmo id; assere header de resposta presente; teste com id injetado pelo cliente verificando sanitizacao; teste que id aparece em log de erro de um endpoint que lanca excecao.
Regra 2 — Erro com stack trace completo + contexto
- Intencao: todo erro deve ser diagnosticavel sem reproducao manual.
- Criterio de aceite:
- Todo erro logado inclui: tipo/classe, mensagem, stack trace completo (com causa encadeada/
cause), request id, e contexto de negocio (operacao, ids de entidade nao-sensiveis, parametros saneados). - Cadeia de causa preservada (
exception.__cause__,Throwable.getCause(),errors.Wrap,Error{cause}). - Erros nao sao engolidos silenciosamente (sem
catch {}vazio); nem stack trace e perdido por re-throw raso. - Stack trace NUNCA e exposto ao cliente final em producao (so id + mensagem generica); vai para o log/observability.
- Todo erro logado inclui: tipo/classe, mensagem, stack trace completo (com causa encadeada/
- Como implementar (multi-stack):
- Use error handler global/central: Express error middleware, ASP.NET
ExceptionHandler/ProblemDetails, Spring@ControllerAdvice, Go middleware comrecover(), Railsrescue_from, FastAPI exception handlers. - Encadeie causas: Python
raise X from err; Javanew X(msg, cause); Gofmt.Errorf("...: %w", err); JSnew Error(msg, { cause }); .NETthrow new X(msg, ex). - Anexe contexto estruturado (campos), nao concatene em string. Integre captura de erros (Sentry/equivalente) sem enviar PII.
- Use error handler global/central: Express error middleware, ASP.NET
- Armadilhas sub-atomicas:
catch (e) { /* ignore */ }; log so da.messageperdendo o stack; perda de stack em boundaries async (usecause); duplo log do mesmo erro em camadas; vazamento de stack em resposta JSON; erros em promessas nao tratadas (unhandledRejection)/goroutines/threads; panics nao recuperados. - Como verificar: teste que provoca erro e assere presenca de stack + request id + campos de contexto no log; teste que a resposta ao cliente NAO contem stack; teste que cadeia de causa e preservada; linter/regra contra catch vazio.
Regra 3 — Logs estruturados (JSON), nao texto livre
- Intencao: logs consultaveis, filtraveis e correlacionaveis por maquina.
- Criterio de aceite:
- Toda linha de log e um objeto estruturado (JSON em prod) com campos minimos:
timestamp(ISO-8601/UTC),level,message,service,env,request_id/trace_id, e campos contextuais. - Niveis usados de forma consistente (TRACE/DEBUG/INFO/WARN/ERROR); nivel configuravel por ambiente.
- Nenhuma PII/segredo nos campos (redaction aplicada).
- Em dev pode-se usar pretty-print, mas o formato canonico/prod e JSON em stdout (12-factor) para o coletor agregar.
- Toda linha de log e um objeto estruturado (JSON em prod) com campos minimos:
- Como implementar (multi-stack):
- JS/TS: pino, winston (json), bunyan. Python: structlog,
python-json-logger. Go:log/slog(JSON handler), zap, zerolog. Java/Kotlin: Logback/Log4j2 com encoder JSON + MDC. .NET: Serilog (CompactJson). Ruby: lograge/semantic_logger. PHP: Monolog (JsonFormatter). Rust:tracing+tracing-subscriberJSON. - Centralize a criacao do logger e injete
request_idautomaticamente do contexto. - Defina redaction central (lista de chaves sensiveis mascaradas).
- JS/TS: pino, winston (json), bunyan. Python: structlog,
- Armadilhas sub-atomicas:
print/console.log/fmt.Printlnespalhados; concatenacao de dados emmessage(vira texto livre); timestamps em timezone local; logs multilinha que quebram o parser; logar objeto inteiro de request/usuario (vaza PII); nivel DEBUG ligado em prod inflando custo; perda de campos em logs de bibliotecas terceiras. - Como verificar: teste que captura saida e faz
JSON.parse/json.Unmarshale valida schema/campos minimos; grep/CI contraconsole.log/printem codigo de producao; teste de redaction com payload contendopassword/token assegurando mascaramento.
Regra 4 — Health check com status detalhado
- Intencao: o orquestrador e o on-call sabem, a qualquer instante, se o servico esta vivo, pronto e saudavel — e POR QUE nao esta.
- Criterio de aceite:
- Tres semanticas distintas: liveness (o processo esta vivo?), readiness (pode receber trafego? dependencias ok?), e startup (terminou de iniciar?).
- O endpoint de health detalhado retorna status por dependencia (DB, cache, fila, provedores externos) com latencia de cada checagem e status agregado.
- Liveness e barato e NAO falha por dependencia externa (senao causa restart loop); readiness pode falhar por dependencia.
- Endpoint detalhado e protegido/limitado (nao vaza topologia interna a anonimos) e tem timeout por checagem.
- Como implementar (multi-stack):
- Padrao de payload: RFC Health Check Response (
status: pass|warn|fail,checks: {...}). - Kubernetes:
livenessProbe,readinessProbe,startupProbe. - Bibliotecas: Spring Boot Actuator (
/actuator/health), ASP.NETHealthChecks, Gogrpc_health_v1/handlers custom, Nodeterminus/custom, Django health libs, FastAPI custom. - Cada check tem timeout proprio e executa em paralelo; agregue para o status final.
- Padrao de payload: RFC Health Check Response (
- Armadilhas sub-atomicas: liveness que pinga o DB e mata pods saudaveis num blip de rede; readiness que so retorna 200 fixo (inutil); checks sequenciais sem timeout que travam o endpoint; health que faz query pesada; nao cobrir shutdown gracioso (drenar conexoes, marcar not-ready antes de morrer); falta de startup probe em apps de boot lento.
- Como verificar: teste que derruba a dependencia (mock) e confirma readiness=fail mas liveness=pass; teste de timeout por check; teste do payload detalhado com status por dependencia; smoke test em staging do shutdown gracioso.
Regra 5 — Query logging com tempo (acesso ao banco)
- Intencao: identificar queries lentas, N+1 e gargalos de dados em producao.
- Criterio de aceite:
- Toda query (ou ao menos as acima de um threshold configuravel de slow query) e logada com: duracao (ms), identificacao da operacao, contagem de linhas (quando disponivel),
request_id, e statement parametrizado/sanitizado (sem valores sensiveis). - Existe deteccao de N+1 e de queries acima do threshold.
- Metrica agregada de latencia de query (histograma) por operacao, alem do log.
- Toda query (ou ao menos as acima de um threshold configuravel de slow query) e logada com: duracao (ms), identificacao da operacao, contagem de linhas (quando disponivel),
- Como implementar (multi-stack):
- OpenTelemetry auto-instrumentation para drivers SQL/ORM gera spans com duracao e statement.
- ORMs/drivers: Prisma/TypeORM/Sequelize logging; SQLAlchemy event listeners / Django
connection.queries+ middleware; GORM logger com slow threshold; Hibernate statistics; EF Core interceptors; ActiveRecord notifications; PDO/Doctrine logging. - No banco:
log_min_duration_statement(Postgres), slow query log (MySQL),pg_stat_statements. - Log o template da query, nunca os valores ligados (que podem conter PII).
- Armadilhas sub-atomicas: logar valores ligados (vaza PII/segredo); medir so o tempo da query e nao o tempo total incluindo fila/conexao; ignorar transacoes e locks; explosao de volume logando 100% das queries (use sampling + slow threshold); nao correlacionar com request id; N+1 invisivel por estar em loop.
- Como verificar: teste que executa operacao e assere log com duracao + request id; teste que statement logado NAO contem o valor sensivel passado; teste/contagem que detecta N+1 num endpoint conhecido; dashboard com histograma de latencia por query.
Regra 6 — Cache com hit/miss tracking
- Intencao: saber se o cache esta entregando valor e detectar degradacao (queda de hit ratio = origem sob pressao).
- Criterio de aceite:
- Toda operacao de cache registra resultado: hit / miss / stale / error / bypass, por nome de cache/namespace.
- Metrica de hit ratio exposta (counter de hits e de total) e latencia da operacao de cache.
- Eventos relevantes (eviction, expiracao, falha de conexao ao cache, fallback para origem) sao observaveis.
- Chaves em metricas NAO usam valores de alta cardinalidade; agregue por namespace/operacao.
- Como implementar (multi-stack):
- Envolva a camada de cache (Redis/Memcached/in-memory/CDN) num wrapper que emite counter
cache_requests_total{cache, result}e histograma de latencia. - JS/TS: wrapper sobre ioredis/node-cache. Python: decorator sobre
redis-py/cachetools. Go: wrapper sobrego-redis/ristretto. Java: CaffeinerecordStats(), Spring Cache metrics. .NET:IMemoryCache/IDistributedCachewrapper. CDN/edge: leia headers de cache (cf-cache-status,x-cache). - Decisao de fallback (miss -> origem) sempre logada/medida.
- Envolva a camada de cache (Redis/Memcached/in-memory/CDN) num wrapper que emite counter
- Armadilhas sub-atomicas: contar hit antes de validar TTL/stale; nao distinguir miss de erro de conexao (mascara incidente); cache stampede sem metrica; chave de metrica com a chave real do cache (cardinalidade explosiva); nao medir o custo do fallback; cache "sempre miss" por bug de serializacao passando despercebido.
- Como verificar: teste que faz 2 leituras da mesma chave e assere 1 miss + 1 hit nas metricas; teste que simula cache offline e confirma
result=error+ fallback medido; dashboard de hit ratio com alerta de queda.
Regra 7 — Metricas de performance (tempo, memoria, CPU)
- Intencao: quantificar saude e capacidade do servico continuamente, alem de logs/erros.
- Criterio de aceite:
- RED para servicos de request (Rate, Errors, Duration) e USE para recursos (Utilization, Saturation, Errors).
- Latencia exposta como histograma (para p50/p95/p99), nunca so media.
- Memoria (heap/RSS), CPU, GC/pausas, goroutines/threads, conexoes de pool, fila/lag de workers expostos.
- Metricas seguem convencao estavel (OpenMetrics/Prometheus, unidades em nome:
_seconds,_bytes,_total), labels de baixa cardinalidade.
- Como implementar (multi-stack):
- OpenTelemetry Metrics (vendor-neutral) ou Prometheus client por linguagem:
prom-client(JS),prometheus_client(Python),client_golang(Go), Micrometer (Java/Spring),prometheus-net(.NET),yabeda(Ruby). - Auto-instrumente runtime (process/Go/JVM/CLR collectors) para CPU/mem/GC; instrumente handlers para RED.
- Para serverless/edge: use as metricas da plataforma + custom counters; para LLM: tokens, custo, latencia de inferencia, taxa de erro/timeout do provedor.
- OpenTelemetry Metrics (vendor-neutral) ou Prometheus client por linguagem:
- Armadilhas sub-atomicas: so medir media (esconde cauda); labels de alta cardinalidade (user_id, request_id, url crua com ids) que explodem TSDB; medir tempo sem incluir serializacao/IO; nao expor saturacao (fila cheia, pool esgotado); endpoint
/metricsexposto publicamente; reset de counters mal interpretado. - Como verificar: scrape de
/metricse validacao de presenca de histograma de latencia + gauges de mem/CPU; teste de carga leve confirmando que p95 e capturado; revisao de cardinalidade dos labels.
Regra 8 — Testes de regressao em fluxos criticos
- Intencao: garantir que mudancas nao quebrem silenciosamente os caminhos que mais importam.
- Criterio de aceite:
- Todo fluxo critico (login, pagamento, checkout, criacao de recurso, etc.) tem teste automatizado end-to-end ou de integracao que cobre caminho feliz E os principais caminhos de erro.
- Suite roda no CI e bloqueia merge/deploy ao falhar.
- Inclui testes de contrato (entre servicos/APIs) e, para fluxos de performance-critica, um smoke de performance/carga.
- Existe protecao contra regressao de observabilidade (ex.: teste que assere que o log de auditoria/erro ainda e emitido).
- Como implementar (multi-stack):
- Integracao/E2E: Playwright/Cypress (web), REST-assured/supertest/
httptest(API), Pact (contratos), Testcontainers (deps reais), k6/Gatling/Locust (carga/smoke). - Defina "golden paths" e dados de teste deterministicos; rode contra ambiente efemero/staging.
- Marque fluxos criticos no codigo/CI para exigir cobertura.
- Integracao/E2E: Playwright/Cypress (web), REST-assured/supertest/
- Armadilhas sub-atomicas: testes flaky que sao ignorados (pior que nao ter); so cobrir caminho feliz; mockar tudo a ponto de nao testar nada real; nao testar concorrencia/idempotencia em pagamento; suite que nao bloqueia deploy; ausencia de teste de rollback.
- Como verificar: rodar a suite e confirmar que cobre os fluxos do inventario (P1); introduzir bug proposital num fluxo critico e confirmar que o CI pega; medir flakiness.
Regra 9 — Alertas configuraveis para anomalias
- Intencao: ser avisado de problemas antes do usuario, sem afogar o time em ruido.
- Criterio de aceite:
- Alertas definidos sobre sintomas (SLO/SLI: taxa de erro, latencia p99, saturacao, queda de throughput, queda de hit ratio, lag de fila) — alinhados a SLOs e error budget, nao a metricas internas sem significado.
- Alertas sao configuraveis (thresholds/janelas/severidade por ambiente) e versionados como codigo (alerting-as-code).
- Cada alerta tem severidade, destino/roteamento (paginar vs ticket), e um runbook vinculado.
- Mecanismos anti-ruido: janelas/
for, agrupamento, deduplicacao, supressao durante deploy/manutencao; e deteccao de anomalia (estatica por threshold e, onde fizer sentido, dinamica/baseline).
- Como implementar (multi-stack):
- Prometheus Alertmanager + alerting rules; Grafana alerting; cloud-native (CloudWatch/Stackdriver/Azure Monitor); roteamento via PagerDuty/Opsgenie/on-call.
- Defina alertas multi-window multi-burn-rate para SLOs; comece com burn-rate de error budget.
- Versione regras em IaC; revise periodicamente alertas que nunca disparam ou que disparam demais.
- Armadilhas sub-atomicas: alertar em causa e nao em sintoma (alert fatigue); threshold sem janela (flapping); paginar para tudo (humano vira filtro de ruido); alerta sem runbook (acionavel?); nao suprimir durante deploy planejado; alerta que depende do proprio sistema que caiu (monitore de fora); ausencia de alerta de "dados pararam de chegar" (silencio == falha).
- Como verificar: teste sintetico que injeta condicao de erro e confirma disparo + roteamento; revisao de cada alerta exigindo severidade + runbook; "fire drill"/game day; checar que existe alerta de ausencia de sinal (dead man's switch).
Regra 10 — Deploy com monitoramento e rollback automatico
- Intencao: todo deploy e uma hipotese; degradacao deve ser detectada e revertida automaticamente, minimizando blast radius.
- Criterio de aceite:
- Estrategia de deploy progressivo: canary ou blue-green (ou rolling com health gates), com promocao baseada em metricas (analise automatica: erro, latencia, saturacao na nova versao vs baseline).
- Rollback automatico acionado quando os SLIs da nova versao violam limites, dentro de uma janela de observacao.
- Deploys versionados/imutaveis, com versao identificavel nos logs/metricas/traces (label
version/deployment_id) para correlacao. - Migracoes de schema compativeis (expand/contract) para que rollback nao quebre dados.
- Como implementar (multi-stack):
- Argo Rollouts / Flagger (analise + rollback em K8s), Spinnaker, deployments nativos de cloud, feature flags (LaunchDarkly/Unleash/Flagsmith) para desacoplar release de deploy e permitir "kill switch".
- Defina metricas de analise (success rate, p95/p99, error rate) e a janela; falha => abort/rollback automatico.
- Carimbe
versionem toda telemetria; mantenha o artefato anterior pronto para reativacao.
- Armadilhas sub-atomicas: rollback de codigo mas migracao de banco irreversivel; sem baseline para comparar canary; janela curta demais (nao captura degradacao tardia) ou longa demais (expoe muitos usuarios); rollback que nao limpa estado/cache envenenado; falta de label de versao impedindo atribuir a regressao ao deploy; deploy sexta-feira sem automacao.
- Como verificar: game day que injeta regressao no canary e confirma rollback automatico; teste de migracao expand/contract reversivel; checar label
versionpresente em metricas/logs; ensaio de "kill switch" via feature flag.
6. Classificacao de Risco / Prioridade (para gaps de conformidade)
Para cada gap encontrado, atribua quatro eixos:
- Severidade: Critica (cego em incidente / vaza dados) / Alta / Media / Baixa / Informativa.
- Prioridade: P0 (bloqueia producao) / P1 (proximo ciclo) / P2 / P3.
- Confianca: Confirmada / Provavel / Suspeita / Precisa de contexto.
- Esforco: Baixo / Medio / Alto.
Heuristica: ausencia de correlacao por request id, logs com PII, liveness que mata pods, e deploy sem rollback tendem a Critica/P0.
7. Modo Auditoria de Conformidade (saida obrigatoria neste modo)
Quando operado em Modo AUDITAR, produza exatamente nesta estrutura:
7.1 Resumo executivo
3–6 frases: estado geral de observabilidade/debuggabilidade, nivel de risco operacional, e os 3 gaps mais perigosos.
7.2 Tabela de conformidade (placar das 10 regras)
| # | Regra | Status (Conforme/Parcial/Ausente/N/A) | Severidade | Prioridade | Confianca | Esforco |
|---|
7.3 Achados detalhados (um bloco por gap, formato fixo)
[ID] Regra N — Titulo do gap
- Localizacao: arquivo / funcao / endpoint / config (ou "nao localizado — assuncao")
- Evidencia: o que foi observado (trecho/comportamento), sem inventar
- Impacto: o que se perde em producao / risco de incidente
- Status & classificacao: Severidade / Prioridade / Confianca / Esforco
- Correcao: o COMO concreto (mecanismo + onde)
- Exemplo de correcao: snippet ilustrativo (stack relevante), com segredos mascarados
- Teste recomendado: como provar que ficou conforme
7.4 Plano de remediacao em fases
- Fase 0 (P0, agora): correlacao por request id; remover PII de logs; corrigir liveness destrutivo; rollback automatico em deploy.
- Fase 1 (P1): logs JSON + stack/contexto em erros; health detalhado; query/cache tracking.
- Fase 2 (P2): metricas RED/USE + histogramas; alertas SLO-based com runbooks.
- Fase 3 (P3): testes de regressao de fluxos criticos; deteccao de anomalia avancada; game days.
7.5 Checklist final
Lista marcavel das 10 regras com seus criterios de aceite, mais: ausencia de PII/segredos em sinais; correlacao cross-sinal por id; baixa cardinalidade; dead man's switch; rollback testado.
8. Regras de Qualidade e Auto-Verificacao (antes de entregar)
- Seja especifico: cada recomendacao tem mecanismo + local + criterio de aceite + verificacao.
- Nao invente arquivos/funcoes/metricas; diferencie confirmado de provavel; declare explicitamente o que falta de contexto.
- Sempre proponha correcao + teste juntos.
- Cubra multiplas stacks quando exemplificar e marque exemplos como ilustrativos.
- Garanta agnosticismo de stack: nada na resposta deve assumir uma unica linguagem/framework.
- Verifique caminho feliz E de erro, init/shutdown, concorrencia, papeis e ambientes.
- Nunca recomende logar/expor dados sensiveis; mascare segredos em todo exemplo.
- Calibre o tamanho ao objetivo: denso e completo, sem repeticao vazia. So eleve — nunca reduza o escopo.